Personagens FPK 40 Anos!

 

Maximiliano Pagano

Um dos maiores caratecas do Brasil, conquistou títulos por diversas partes do mundo representando o nome FPK.

Por quase 20 anos o karate paulista esteve muito bem representado por um atleta que deixou sua marca na história da FPK, Maximiliano Pagano, ou simplesmente Max, atravessou os continentes carregando a bandeira da Federação Paulista de Karate e nunca decepcionou sempre representou o nossa entidade com muita disposição e técnica apurada.

“Eu comecei  a disputar campeonatos só na faixa marrom, eu treinava e disputava somente o kata, minha primeira competição foi um Desafio Brasil x Japão e eu fui bem, ai peguei gosto e comecei a ganhar competições nacionais, entre Sulamericanos e Panamericanos foram mais de 10 títulos. No Kata certamente o resultado mais expressivo foi o 6º lugar no Campeonato Mundial por equipes no México, em 1990. Foi o melhor resultado da história de uma equipe brasileira e éramos uma grande maioria de atletas do estado de São Paulo.” Lembra Max.

Em busca de novos desafios e sem querer deixar de lado a paixão pelo karate, Max passou a disputar as competições de kumite repetindo o mesmo sucesso. Em 2000 conquistou o primeiro título na modalidade, e passou a acumular vitórias e títulos nacionais e internacionais.

“Eu gostava do kata, mas me descobri na luta, no kumite, mas isso foi graças aos ensinamentos do kata,  as técnicas apuradas.  A Federação Paulista apadrinhava os atletas, tinha uma visão de vamos ajudar quem está representando nosso estado os ônibus eram um pouco melhor, ofereciam lanches e um hotel, era pouco mas sentia acolhido, ajudavam como podiam.”  Avaliou Max.

Max não lembra muito bem o ano nem porque resolveu  abandonar o kimono, mas sabe que a falta de apoio e o fato de não conseguir viver do karate pesou muito.

“Depois de algum tempo começou a ficar complicado passar um dia todo para disputar uma competição com mulheres e filhos. As vezes a coisa era tão desorganizada que passávamos o dia todo no ginásio para lutar 1 vez num campeonato de ponta. Sinto falta, outro dia fui numa etapa do Brasileiro aqui em São Paulo, falei com o Zeca a organização está fora do comum, isso me fez pensar em voltar a disputar, voltar a estar perto do karate porque eu amo esse esporte”.  

Max que hoje dedica seu tempo a jogar futebol e cuidar de uma empresa de terceirização de serviços pelo jeito ainda tem “muita lenha para queimar “no karate.

“Em 2009 me chamaram para participar de uma Copa Biolab, fazia uns 5 ou 6 anos que não treinava, não tirava o kimono do guarda-roupas. Eu fui lá e fiquei em segundo lugar,  perdi para um atleta da seleção  brasileira de 21 anos.  Quem sabe né?” Brincou Max.

Apesar de afastado das competições as vezes a saudade dos tatames e do kimono bate mais forte.

“Esse ano fui no Ibirapuera, faz uns 3 meses, acompanhei uma etapa classificatória para o brasileiro, me surpreendi, vi um Ginásio lindo, pódio, medalhas, áreas de lutas e árbitros de primeira linha, algo muito diferente da minha época, isso sim me deu vontade de voltar essa organização, esses detalhes que fazem o atleta se sentir valorizado, prestigiado" revelou Max.

A FPK agradece muito a Maximiliano Pagano, um atleta que representou nossa entidade sempre com muito orgulho e honra e presta aqui uma singela homenagem a um dos melhores atletas do estado de São Paulo.

“O Max é um gigante do karate paulista, tinha todos os pré requisitos de um campeão, da disciplina a técnica apurada. É importante que nossas crianças, adolescentes, quem está começando hoje no karate saiba o que estamos colhendo um fruto e aproveitando um espaço que as gerações anteriores sofreram para conquistar.  A história da FPK foi escrita por pessoas como o Max, um atleta que batalhou muito para chegar onde chegou e com muito pouco apoio, ele é um representante de um grande grupo de atletas e heróis que ajudaram o karate a crescer”. Avaliou o Presidente da FPK Jose Carlos.        

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